A linguagem do brincar

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Casinha de barro
Pula-carniça
Cai-no-poço
Vai embora preguiça

Roda Pião
Que a cabra-cega
Equilibra a gangorra
Corre pro escorrega

Pula amarelinha
Pique, pega, esconde
Salta na estrelinha
Não vá muito longe

Adivinha o que é
O que é o descanso?
Pra criança feliz
É voar no balanço

Key Dias – 16.12.12

* * *

Quanta lembrança inunda minha mente quando ouço o nome das brincadeiras infantis. Aquelas, simples e sempre possíveis, que se multiplicaram pela tradição oral. É interessante observar o papel dos próprios meninos e meninas na transmissão desses saberes. E como eles executam bem essa missão! Mesmo na modernidade com aparatos tecnológicos por todo canto, as crianças continuam sendo crianças e tudo aquilo que é lúdico continua a encantá-las. Não importa o quanto padronizada seja a educação, há sempre dentro deles uma pureza e uma imaginação que não morrem, mesmo que adormecidas.

Há um tempo atrás, uma amiga me apresentou um projeto que mostra muito bem a cultura infantil na sua pureza. O nome é Território do Brincar. Desde abril de 2012, até dezembro de 2013, a educadora Renata Meirelles e o documentarista David Reek percorrem cidades Brasil a dentro revelando a geografia do brincar por meio do olhar das próprias crianças. A ideia é escutar, registrar e difundir a cultura infantil de comunidades rurais, indígenas, quilombolas, grandes metrópoles, sertão e litoral. Os registros são feitos em belíssimos vídeos, divulgados pouco a pouco no YouTube.

Se a criança domina uma linguagem, essa linguagem é mesmo o BRINCAR!


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