Caminhos no cerrado

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Eu caminhava.
E cada passo que eu dava acariciava o Cerrado, pele seca e fértil da Mãe Terra
Meus pés eram dançarinos que se moviam ao toque sutil do coração de Gaia
Enquanto ela me mostrava as veredas de sua superfície
Mas ao andar, parei, senti e vi que não há superfície em Gaia
Tudo que se mostra sobre ela vem de raízes profundas
Vem do sangue que nos aleita
O sangue se mostra na flor vermelha, a jóia* do cerrado
Se mostra no ciclo do feminino e em toda a criação
Quando eu caminhava, sentia que pisava sobre algo maior
Naquele momento eu não era mais eu. Eu era o Todo
Por isso, eu não caminhava
EU CAMINHO

arvores raizes

Foto0737

Key Dias – 31.0712
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