Desavesso

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Era claro,
Como noite escura,
Onde só quem procura o que nunca se foi
Pode ver o que sempre alumeia: a alma.

Alumiada,
Desdobrei sombras.
E brinquei com meu avesso tortuoso,
Partes de mim pra se endireitar.

Escutei.
Voz velha que bem conheço.
Feito brisa soprou de dentro
Sussurrando devagar:

Assim tu és, mulher!
O que se sabe sempre é pouco.
Aceita bem o teu avesso
Se quiser desavessar.

Keyane Dias – 01.06.14

espelho.

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