Ser[tão] Cerrado

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“A vida da gente dá sete volta – se diz. A vida nem é da gente…” – Foto: Vinicius Mazzon


Ainda escuto pulsante

a folia.
Vozes velhas, violadas,
sabedoria.

A benza com ramo vivo,
eu sinto.
Tão ser grande esse cerrado,
l
abirinto.

“Poeira dentro da gente”
comi.
Onde nasce o olho d’água,
eu vi:

Mistérios de Diadorim,
a essência.
Como a força dessas matas:
resiliência.

Sertão que não nos deixa
sozinhos.
Travessia de si, de nós:
caminhos.

[poesia dedicada ao cerrado dos Gerais, inspirada no Caminho do Sertão]

Keyane Dias
06.08.14 – Taguatinga (DF)


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