ESCRITURAS

Hiato

Tomada de lonjuras
Fui lambida por silêncios
Sucumbindo essa errância
De ter sempre o que dizer

E ainda que eu diga
Insiste um silêncio nu
No hiato das palavras
Escondidas do querer

Eu bem queria
Mas prefiro a poesia
Que não tem despertador

Dessas que, nem tão cedo
Te acordam pelo peito
Pra despetalar a dor

Abril / 2020

Foto: @marianacvcabral

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